Tudo começou quando fomos para o noivado da
Raquel e do André em Cuiabá. Pensei: "Cuiabá, cidade grade, sem
bichos..." BEEEER, errado! Meu maior erro foi pensar que essa família
faria uma coisa normal e de ignorar 5 avisos básicos...
Depois
de alguns dias lá e de nos adaptarmos com o calor decidimos ir atrás
dos animais selvagens. Saiu coisa boa daí? Bom, só pra contar essa
história mesmo...
Ficamos hospedados em um
Hotel/Pousada no meio do nada, sem internet nem sinal de celular. (Esse
deveria ter sido nosso primeiro aviso) Logo decidimos fazer um passeio
de barco noturno para achar os jacarés, mas pra nossa surpresa era o
período de seca e não pudemos fazer a viagem. (Aviso 2) Então decidimos
fazer só uma caminhada pelo lugar, para relaxar e tentar a sorte de ver
uma onça - fui meio contra no começo, mas fazer o que né, fui obrigado
(meu instinto de sobrevivência já gritava. Aviso 3)
No
meio da nossa caminhada, nosso guia, que mais parecia um corredor de
maratona queniano, nos disse que em um lago lá perto havia um jacaré
"manso" e perguntou se queríamos vê-lo. Aceitamos. Chegando no lago
demos de cara com uma metade comida de um jacaré pequeno (Aviso 4). Nem
demos muita bola, porque ao mesmo tempo nos deparamos com o
guia abaixando na beira do lago e chamando o jacaré: "Zico, Zico, Zico,
Zico!!" (Aviso 5, que jacaré chama Zico?????!!)
Pra
variar rimos do guia, duvidando de suas habilidades do Flautista de
Hamelin - aquele que atraia os ratos tocando uma flauta mágica. De
repente vimos a água se mexendo e dois olhos imergirem dela, Zico. Todo
mundo ficou impressionado, ainda mais quando vimos que não se tratava de
apenas um "Jacarezinho", era um dinossauro de uns 2 metros de
comprimento!! Reação dos presentes: correr loucamente para se salvar.
Mas preciso destacar um de nós, Henrique, irmão do André, que se dizia
"corajoso". Ele além de correr mais do que todo mundo, quase empurrou
nossa vó pra boca do monstro!
Depois dos litros
de adrenalina correndo em nosso sangue, o Zico parou na margem. O guia
perguntou quem queria pegar na cauda do réptil pra tirar uma foto e
adivinhem quem foi o primeiro?? Sim, meu pai! Ele tirou a foto e me
convenceu a tirar uma também (não, a Débora não se ferrou dessa vez).
Cheguei perto, com medo e quando abaixei vi o Tiranossauro se virando em
minha direção e tetando me comer! Tá bom, quando vi nas fotos o bicho
só mexeu um pouco a cabeça, mas me senti atacado.
No
fim, quase morri mas tudo ocorreu bem, saí com minha foto e meus 10
dedos (o Lula deve ter perdido o seu assim). Depois dessa experiência
posso dar um concelho aos exploradores brasileiros e mundiais: Se você
não for campeão mato-grossense de surf em jacaré, NÃO perturbe o
Zico!
Mateus Santucci
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