Saturday, January 21, 2012

English Version - Zico, the alligator.

Have you already heard or read about Pantanal? If not, Pantanal is a well-known swamp area in Brazil, with a tropical weather and lots of wild animal, such as jaguars and especially alligators. That's all you have to know. In one of ours "well" planed trips we decided to visit the central area of Brazil. We planned to stay in Cuiabá, the capital of one of Brazilian's biggest state. At first I thought: "It will be fun! It's a big city, so no way of any wild animal try to kill me!" (Yes, I admit I'm a little scared of beasts with huge teeth). Guess what? My most stupidest mistake was to ignore 5 basics pieces of warnings.

After a couple of days resting at the city's downtown we decided to try something more adventurous. Our search for exotic animals. So, knowing a bit about our family do you thing this was a normal searching? No, sure it wasn't!

We stayed in a local Hotel/B&B on the middle of nothing, without internet nor cell phone signal. (This should have been our first warning) In the same day of our arrival, we decided to do a boat trip. However, we were currently at the drought season. (2nd warning). After this unexpected event everybody agreed to take a walk and, if we were lucky, to find a jaguar. I was against it at first, but I was obliged to go (My survival instinct was already screaming, 3rd warning)

Up to here everything was great, everybody laughing and having fun, though the sun burning the top of our heads. Suddenly, our guide - who looked exactly like a Kenyan runner - decided to show us a "little"" and "pet" alligator. Everybody accepted. Reaching a riverbank we all noticed a half-eaten alligator floating on the water (4th warning). However, our attention was pulled to the guide, who was kneeling and repeatedly calling: "Zico, Zico, Zico!" (5th warning. After all, which alligator has the name "Zico"???!!)

Our first reaction: Of course, laugh! Buut, we made an unacceptable mistake - to doubt of the powers of Pied Piper of Hamelin (What a name it has in English!) that one who attracted mice just by playing his flout. Suddenly, we realized the water moving and two black-round eyes emerging out of the water. Everybody was shocked and paralyzed, even more after seeing that the "little" animal - which looked more like an ancient dinosaur, measuring up to 2 meters! (or 6,5 feet for the Americans) - was getting out of the water. You must be imagining: "What was your reaction?". Run like crazy rats trying to survive to a lion! But one of us should be point out: Henrique, Andre's brother. He showed of himself as being "remarkably brave", but instead of helping to control the animal he was the one who rand faster and further. Not to mention that he even tried to push our grandmother to the mouth of the alligator to have some more seconds to escape!

After some liters of adrenaline running on our arteries, Zico stopped. The guide, I think trying to project confidence, asked who wanted to take a picture holding the alligator's tail. Guess who was the first? My dad! Up to here, OK, but he insisted to make me take a picture. So I went. I crouched to grab the tail, but, suddenly, the Tyrannosaurus turned his head violently trying to eat my hand!! Alright, after seeing the pictures I figured out it just turned a bit it's head, but at the moment I felt really attached!

In conclusion, I almost died, from the crocodiles bite or the hearth attack I almost had. However, I appeared at the photo with my 10 finger (Thanks God!) and that's what counts. After this crazy experience I consider myself capable of giving you, tourists and Brazilian's inhabitants: If you happen to visit Pantanal, unless you are an alligator-surfing champion, do NOT disturb Zico!
                  by Mateus Santucci

Sunday, January 15, 2012

A regra dos cinco segundos


Reza a lenda, que se uma comida cai no chão e você a pega em um período menor do que cinco segundos, não há tempo habil para alguma contaminação e portanto, esta ainda pode ser comida.
Claro que isso é uma desculpa utilizada por pessoas que não querem desperdiçar aquele último pedaço que acabou caindo no chão ou aquela coisa maravilhosa que você está comendo com tanto gosto.
Estavamos todos ( Mateus, Marina, André, Raquel) jogando dardos e eu (Débora) estava alternado entre bocadas de batata palha e arremeçadas. Como ia demorar para ser minha vez novamente, sentei na mesa com a Marina e continuei comendo batata palha. Ao pegar um monte com a mão, uma acaba caindo no chão e eu, imediatamente, enfiei o monte na boca, mastiguei e abaixei para pegar a que caiu.
Maldita regra dos cinco segundos.
Depois de engolir aquele monte de batata que estava na minha boca, fui comer a que caiu no chão. Enfiei com todo gosto na boca e mordi.
Quando eu mordi, ela estava MUITO mais dura do que o esperado, então eu cuspi.
Bem. Não era uma batata palha.
Era um pedaço traíra de palito de dente que eu me recuso pensar como ele foi parar ai e qual foi o destino que o antecedera.
Fiquei estática, encarando aquele palito semi cuspido no chão, tentando entender o que era e sem acreditar no que eu tinha feito, enquanto a Marina não conseguia respirar de tanto rir.
Por isso, eu sempre digo: Algumas regras são feitas para serem quebradas.
Que fase!

Saturday, January 14, 2012

A macaca tava solta

Há muitos anos atrás, quando meu avô ainda era vivo, ele e minha vó decidiram levar os netos ao circo.
Todos os netos (Beto, Marcelo, Jú, Paola, Felipe, Rafael e Débora – ainda bebê) ficaram muito felizes com o programa.
Porém, ninguém poderia imaginar que as coisas ficariam complicadas no momento mais esperado do espetáculo: a apresentação da macaca mais famosa da época.
Quando a macaca foi anunciada ela entrou no picadeiro com um vestido rosinha, usando um lindo laço rosa na cabeça e andando em uma bicicleta.
Todos aplaudiram, porém esta foi a gota d’água para que a macaca se revoltasse.
Ela jogou a bicicleta longe, começou a pular e gritar. O domador tentou controlá-la, mas a macaca foi mais forte e conseguiu escapar da coleira.
Estávamos morrendo de medo, porém nenhuma criança chorou ou correu...
Só vi a macaca vindo em minha direção...jogando cadeiras para todo lado...
Foi quando meu avó me pegou no colo junto com vários outros netos e minha avó pegou o restante da molecada e correram para fora do circo.
Era criança pendurada para todo lado e foi na casa da Tia Neusa que fomos tomar água com açúcar para nos acalmarmos.
Olha, nunca vi macaca mais revoltada e nem meu avós correndo tanto...Basta a macaca estar solta para conhecermos o instinto de sobrevivência das pessoas.

Thursday, January 12, 2012

Batman X Henrique

Ainda em Cuiabá - onde não sei por qual milagre de Alá ou Buda estava chovendo! - tivemos a brilhante ideia de ir visitar cavernas. Quem soubesse que em Cuiabá tinha caverna por favor me avise. A amiga/prima/irmã, sei lá o que do guia que nos apresentou ao Zico era "exploradora de cavernas".

Nunca tínhamos isto essa mulher antes e, pra nossa surpresa, ela devia ser a irmã gêmea (se não siamesa) da bruxa da Branca de Neve. Sim, sim, aquela da maçã. Não quero parecer repetitivo maas (Aviso 1). Até aí tudo bem, estava todo mundo animado com a viagem e nem ligamos muito. Isso porque não sabíamos o que nos aguardava!

Começamos pegando o carro da Henrique (que ainda se ferraria muito nessa viagem) e seguindo essa mulher misteriosa campo adentro. Só não falei estrada adentro porque estrada era a ÚNICA coisa que não tinha lá! De resto, tudo! Mato, insetos, bois, buracos (muitos!), poças... O carro mais parecia uma poltrona massageadora, sacudia de um lado pro outro e te fazia dar uns pulos de uns 3 metros de altura. (Como instinto de proprietário do veículo, o Henrique xingava aquela estrada mais do que qualquer outra coisa!) 
Todo mundo dentro do carro achava que a bruxa tava levando a gente pra morte, pra vender nossos órgãos. Pensando bem nosso palpite não foi tão errado não. Depois do vem e vai da maré, no caso buracos, finalmente chegamos na caverna que era "logo ali" (sendo que demorou, no mínimo uns 40 minutos de carro!). 

A caverna era grande, escura, fria....como todas as outras, exceto por duas coisas: passagens baixas e estreitas e, principalmente, morcegos. O dia do Henrique já estava ótimo (ironia) tendo ferrado seu carro na estada. Podia piorar?? Siiiim! Logo na entrada da caverna nossa bruxa-guia nos avisou: "Cuidado com a cabeça!" Uns 5 segundos depois, TUM, o Henrique bateu a cabeça na pedra e xingou mais um pouco! Depois do beijo na pedra acho que ele quis beijar algo um pouquinho mais quente e peludo, um morcego. 

Um pouco depois do trauma com matérias inorgânicas ele resolveu se aventurar no mundo animal, só esqueceu de combinar com o bicho! O que aconteceu certinho não sei, só sei que o Henrique tomou um rasante do morcego, que foi parar bem na sua boca. Se ele não pegou raiva aí nunca mais pega também! Achei que nunca fosse dizer isso, mas, Henrique, você comeu o Batman!! Ou o Edward do Crepúsculo né, aí é você quem escolhe!

Wednesday, January 11, 2012

Batida no carro do Tio Rica por causa do trenzinho


Definitavamente eu amo trenzinhos! A explicação para isto eu não sei ao certo, pode ser algo que herdei da minha infância ou alguma explicação neurocientífica mais apurada... Independente do que seja, o fato é que eu fico animada ao ver a travessia de trenzinhos e faço questão de acenar para as pessoas que estão passeando.
Anyway... um belo dia que estávamos viajando em dois carros para Serra Negra (carro1=tio Rica, carro2=André) e tivemos que atravessar uma cidadezinha. Durante a travessia avistei um trenzinho e no mesmo momento pedi a todos do carro1 (Mateus, Marina e Débora) para acenarem junto comigo para os passageiros.
O que eu não esperava é que o André com toda a empolgação também acenasse para o trenzinho causando um acidente de trânsito!!!
Toda a alegria de acenar para o trenzinho se transformou em susto. Tanto para as pessoas que estavam no trenzinho e que ficaram com uma fisionomia de medo quanto nós que estávamos dentro do carro e simplesmente congelamos.
A questão é que o carro da frente era do meu tio Rica. Sim, sim e sim o André bateu na traseira do carro do meu tio porque foi dizer oi para o Mickey do trenzinho. No final de tudo ninguém ficou machucado, não houve estragos graves, porém depois do susto... O riso pairou pelo resto da viagem...
Raquel Rizoli

Tuesday, January 10, 2012

Jacaré Zico

Todo mundo conhece o Pantanal né? Bom, se não conhecer tudo bem também, só precisa saber que é um lugar bem longe, insuportavelmente quente e cheio de jacarés. Sim, em mais uma de nossas aventuras de "índio" fomos parar lá e bota índio nessa!
Tudo começou quando fomos para o noivado da Raquel e do André em Cuiabá. Pensei: "Cuiabá, cidade grade, sem bichos..." BEEEER, errado! Meu maior erro foi pensar que essa família faria uma coisa normal e de ignorar 5 avisos básicos...

Depois de alguns dias lá e de nos adaptarmos com o calor decidimos ir atrás dos animais selvagens. Saiu coisa boa daí? Bom, só pra contar essa história mesmo...

Ficamos hospedados em um Hotel/Pousada no meio do nada, sem internet nem sinal de celular. (Esse deveria ter sido nosso primeiro aviso) Logo decidimos fazer um passeio de barco noturno para achar os jacarés, mas pra nossa surpresa era o período de seca e não pudemos fazer a viagem. (Aviso 2) Então decidimos fazer só uma caminhada pelo lugar, para relaxar e tentar a sorte de ver uma onça - fui meio contra no começo, mas fazer o que né, fui obrigado (meu instinto de sobrevivência já gritava. Aviso 3)

No meio da nossa caminhada, nosso guia, que mais parecia um corredor de maratona queniano, nos disse que em um lago lá perto havia um jacaré "manso" e perguntou se queríamos vê-lo. Aceitamos. Chegando no lago demos de cara com uma metade comida de um jacaré pequeno (Aviso 4). Nem demos muita bola, porque ao mesmo tempo nos deparamos com o guia abaixando na beira do lago e chamando o jacaré: "Zico, Zico, Zico, Zico!!" (Aviso 5, que jacaré chama Zico?????!!)

Pra variar rimos do guia, duvidando de suas habilidades do Flautista de Hamelin - aquele que atraia os ratos tocando uma flauta mágica. De repente vimos a água se mexendo e dois olhos imergirem dela, Zico. Todo mundo ficou impressionado, ainda mais quando vimos que não se tratava de apenas um "Jacarezinho", era um dinossauro de uns 2 metros de comprimento!! Reação dos presentes: correr loucamente para se salvar. Mas preciso destacar um de nós, Henrique, irmão do André, que se dizia "corajoso". Ele além de correr mais do que todo mundo, quase empurrou nossa vó pra boca do monstro!

Depois dos litros de adrenalina correndo em nosso sangue, o Zico parou na margem. O guia perguntou quem queria pegar na cauda do réptil pra tirar uma foto e adivinhem quem foi o primeiro?? Sim, meu pai! Ele tirou a foto e me convenceu a tirar uma também (não, a Débora não se ferrou dessa vez). Cheguei perto, com medo e quando abaixei vi o Tiranossauro se virando em minha direção e tetando me comer! Tá bom, quando vi nas fotos o bicho só mexeu um pouco a cabeça, mas me senti atacado.

No fim, quase morri mas tudo ocorreu bem, saí com minha foto e meus 10 dedos (o Lula deve ter perdido o seu assim). Depois dessa experiência posso dar um concelho aos exploradores brasileiros e mundiais: Se você não for campeão mato-grossense de surf em jacaré, NÃO perturbe o Zico!
 
Mateus Santucci